Rio, 12 (AE) - O sindicato dos médicos do Rio de Janeiro pediu ao Ministério Público uma investigação sobre a atuação da diretoria do Hospital Beneficência Portuguesa. A denúncia, de desvio de verbas, está baseada em documentos obtidos no hospital: notas fiscais da empresa Italuza que cobrou R$ 430 mil por reforma de imóveis da Beneficência. Embora as notas tenham sido emitidas durante o período de um ano e sete meses, têm números em sequência. As assinaturas do dono da empresa, Francesco Lombardo, são diferentes. O endereço da Italuza nas notas fiscais corresponde ao de um prédio onde, coincidentemente
funciona o escritório de advocacia do presidente da Beneficência, Carlos Alberto Rodrigues. Segundo o porteiro, há mais de dois anos a empresa não opera ali.

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