Pedida interdição na Cooperval
Maurício Borges
O Ministério Público da União requereu ontem à delegacia Regional do Trabalho a imediata interdição dos alojamentos utilizados pela Cooperativa Agrícola dos Produtores de Cana do Vale do Ivaí (Cooperval) para acomodar 286 cortadores de cana trazidos de Alagoas. A medida foi adotada após vistorias realizadas pelo promotor Gláucio Araaújo de Oliveira, na sexta-feira e sábado, em Jandaia do Sul e Bom Sucesso, investigando denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
O documento foi entregue ao delegado regional do Trabalho, João Iensen, que irá solicitar perícia nos alojamentos da Fazenda Santa Rita, em Bom Sucesso.
Segundo o promotor, é possível constatar que os alojamentos da Cooperval não obedecem as normas de segurança e medicina do trabalho. Os 50 metros quadrados de cada dormitório do alojamento, são insuficientes para acomodar os 36 trabalhadores que cada um está recebendo, comentou o promotor.
Ele disse que os sanitários disponíveis também se encontram em situação precária. O promotor assinalou que a empresa não está fornecendo equipamento de proteção individual aos trabalhadores.
O Ministério Público Federal também instaurou ontem um inquérito civil público para apurar as denúncias.
Representantes da Cooperval devem participar hoje de uma reunião na Procuradoria Regional do Trabalho, em Curitiba, para discutir as irregularidades constatadas pelo Ministério Público.





