SÃO PAULO - A Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) encaminhou ontem um ofício ao Ministério da Justiça pedindo ‘‘apuração rigorosa e urgente’’ da responsabilidade criminal da ação que resultou na morte do empresário Oswaldo Manoel da Silva, sábado, em Santo André, na Grande São Paulo. Para o presidente da entidade, Ademar Gomes, ‘‘há fortes indícios de que os policiais realizaram uma execução sumária’’.
Gomes ressalta que as cenas registradas pelos cinegrafistas mostram o momento em que a vítima - que estaria drogada e ameaçava atirar na família e se matar - foi dominada por vários policiais na varanda e levada para o interior do apartamento, de onde se ouviram os tiros que o mataram. Ademar Gomes lembrou que PMs são frequentemente acusados de participação em chacinas ou execuções sumárias, ‘‘sem que as sindicâncias internas correspondam às expectativas da sociedade’’.
Laudo O comerciante Osvaldo Maciel da Silva, de 29 anos, não atirou nos policiais militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), na manhã de sábado, quando da invasão de seu apartamento, no 2º andar do Edifício Málaga, em Santo André, onde mantinha refém a mulher. O laudo preliminar do exame residuográfico preparado pelo Instituto de Criminalística (IC) revelou: não havia pólvora nas mãos do morto.

mockup