Pedida a prisão de seguranças de fazenda
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de dezembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A Polícia Civil de Paranavaí pediu ontem a prisão temporária dos cinco seguranças da Fazenda Água da Prata, em Querência do Norte, que podem estar envolvidos na morte do assentado Sebastião da Maia, no final de novembro. Maia foi morto com um tiro de calibre 12 na cabeça, depois que 300 sem-terra reocuparam pela terceira vez a propriedade. José João da Silva, 54 anos, Rafael Alves de Oliveira, 56, Valdir de Almeida, 40, Nilton Nunes de Carvalho, 56 e Donizete Aparecido da Silva, 52, foram presos logo após o crime, mas liberados no final da semana passada.
Ontem o delegado Luiz Norberto Canhoto disse que os seguranças já deixaram a região. Canhoto explica que pediu a prisão temporária dos cinco depois de receber os laudos de balística do Instituto de Criminalística, ontem de tarde. Pelos laudos, as balas que atingiram Maia saíram das armas apreendidas com os seguranças.
Apenas José Luiz Carneiro, 52 anos, reconhecido por duas testemunhas, continua preso. Para Canhoto as armas apreendidas com os seguranças, dois revólveres e três espingardas calibre 12, eram usadas pelos 10 seguranças da fazenda. Por isso, acredita ele, não é possível precisar quem atirou no assentado.


