Pediatra tenta 'frear' processo
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sábado, 23 de novembro de 2002
Agência Estado<br> Por Fabio Diamante 
São Paulo - O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou pedido do pediatra Eugênio Chipkevitch, de 48 anos, pedindo a paralisação imediata do processo contra ele por corrupção de menores e atentado violento ao pudor. O médico, que está preso desde março, acusado de sedar e abusar sexualmente dos pacientes, insiste em ver as fitas com as imagens da violência sexual ao lado de seus advogados.
Assistir às fitas gravadas por ele mesmo, que foram descobertas no lixo, é a condição do pediatra para que, enfim, responda as perguntas sobre a acusação. Tanto na fase policial quanto em juízo, Chipkevitch utilizou o direito de permanecer calado.
O juiz Marcelo Semer, da 10Vara Criminal, havia negado o pedido feito pelos advogados do médico, que recorreram agora ao TJ. O habeas-corpus ainda terá julgamento de mérito pela 6 Câmara Criminal. Três desembargadores vão decidir se o médico tem ou não direito de ver as fitas.
Marcelo Semer já mandou intimar os defensores do médico para que apresentem as alegações finais do processo (último passo antes da sentença). Os advogados, no entanto, se negam a apresentar o documento. ''As imagens são a base da acusação e não há como fazer a defesa sem que as fitas sejam revistas por ele (Chipkevitch)'', disse Rossi Vieira. Ao negar a liminar, o 2º vice-presidente do TJ afirmou em seu despacho que o pedido dos advogados está ligado ao mérito do recurso, que deve ser apreciado pela 6 Câmara.


