Pediatra preso por pedofilia
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2002
Marta Medeiros Equipe da Folha 
Maringá - A Polícia Civil de Maringá prendeu e autuou em flagrante por atentado violento ao pudor o médico pediatra Silas de Mello Bruder, 51 anos. Bruder foi flagrado na tarde de anteontem dentro de um carro com duas meninas, uma de 11 e outra de 12 anos de idade. Ele teria oferecido dinheiro para as crianças fazerem sexo oral e masturbação. O atentado violento ao pudor é considerado crime hediondo.
O médico pediatra é pastor, filho de família tradicional da cidade e até o ano passado era chefe da 15ª Regional de Saúde de Maringá. Segundo o delegado Paulo Roberto Machado, a polícia chegou até Bruder depois de receber na semana passada, denúncia da mãe de um adolescente portador de deficiência mental, de 16 anos de idade. A mãe contou que descobriu que o médico pagava o rapaz para prática de sexo e que a situação teria se repetido por diversas vezes. O médico teria ainda se aproveitado de uma filha menor dessa mesma mãe. A mãe disse que a filha contou que foi vítima de abusos sexuais e pelas descrições físicas feitas pela filha, a mãe acredita que também se trata de Bruder, afirmou o delegado.
Machado disse que, depois da denúncia, o médico pediatra passou a ser investigado, até que, na tarde de sábado, uma equipe de policiais recebeu informações de que ele estava com duas menores. O delegado afirmou que durante as investigações, a polícia descobriu que o médico tinha o costume de cercar crianças em bairros da periferia da cidade oferecendo carona e dinheiro para atos libidinosos. O delegado ouviu as mães das duas menores e acredita que a prisão do médico pediatra pode dar origem a mais denúncias. As menores foram encaminhadas ontem para exames de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML) de Maringá.
Bruder está em uma cela da 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP) junto com o médico Décio Basso, preso ano passado, pelo sequestro mediante extorsão contra a filha de um outro médico de Maringá. Segundo o delegado, a lei de crimes hediondos prevê o acréscimo da pena em casos envolvendo menores de 14 anos e vítimas com problemas mentais. O crime de atentado violento ao pudor prevê pena de seis a 10 anos de reclusão. Advogados devem tentar hoje, na Justiça, pedido de relaxamento da prisão em flagrante para que o médico pediatra possa responder pelo crime em liberdade.


