Pediatra acusado de abuso é indiciado em novo inquérito
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quinta-feira, 18 de abril de 2002
Lívia Marra 
São Paulo - O pediatra Eugênio Chipkevitch, detido sob acusação de abusar sexualmente de seus pacientes, foi indiciado em um novo inquérito já instaurado, que engloba tráfico de entorpecentes e falsidade ideológica.
Segundo o delegado Virgílio Guerreiro Neto, do 51º Distrito Policial, o tráfico de entorpecentes se caracteriza pelo fato do medicamento Dormonide ter sido administrado indevidamente, o que poderia provocar dependência química e física nos pacientes.
O pediatra é acusado de dopar e abusar sexualmente de seus pacientes.
Ainda segundo Guerreiro Neto, o novo inquérito também engloba falsidade ideológica porque o médico usava receitas falsas em nome de outras pessoas para comprar o remédio. No decorrer das apurações ficou claro que ele não obedecia a forma de uso de remédios controlados, que a lei obriga que seja regulada por isso foi instaurado um novo inquérito, disse Guerreiro Neto.
Ontem, Eugênio Chipkevitch esteve no 51º Distrito Policial para prestar depoimento sobre este novo inquérito. O advogado Otávio Augusto Rossi Vieira disse que seu cliente só vai falar em juízo.
Chipkevitch responde a dois inquéritos independentes. O primeiro é sobre atentado violento ao pudor.
O delegado Virgílio Guerreiro vai pedir a prorrogação da prisão temporária do médico e um maior prazo para a conclusão do inquérito.
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) reuniu uma junta médica para realizar, hoje, um exame de sanidade mental no pediatra. O advogado de Chipkevitch já havia dito que seu cliente não iria colaborar.
Sanidade mental Segundo o promotor Arnóbio, até agora não há indícios de que o médico tenha problemas mentais. Não há nenhum elemento no inquérito que aponte a necessidade de um exame de sanidade mental. Ao contrário, aponta para a absoluta consciência [dos atos, disse.


