Havana, 17 (AE-AP) - Promotores pediram sentenças de 20 a 30 anos de prisão para três guatemaltecos acusados de tentar colocar bombas em pontos turísticos no ano passado, informou hoje (17) o governo cubano.
O diário do Partido Comunista, Granma, divulgou que os promotores recomendaram uma pena de 30 anos para Miguel Abraham Herrera Morales e de 20 anos para Maria Elena González, ambos detidos em 4 de março de 1998 depois de tentarem plantar bombas em lugares públicos.
Também foram pedidos 25 anos de prisão para o marido de Maria Elena, Jazid Ivan Fernandez, preso em 20 de março de 1998 quando chegou a Cuba para tentar soltar sua mulher.
Segundo as autoridades, Fernandez confessou sua participação no plano de explodir bombas em pontos turísticos.
Os três permanecem presos aguardando julgamento, cuja data ainda não foi fixada.
Em março foram sentenciados à morte dois salvadorenhos, Raúl Ernesto Cruz León e Otto René Rodriguez Llerena, num caso vinculado ao atual. Advogados dos dois apelaram da pena.
Cruz Léon foi considerado culpado de ter colocado bombas em cinco hotéis e um restaurante, incluindo uma explosão na qual morreu um turista italiano em 1997.
Rodriguez Llerena foi declardo culpado de colocar uma bomba em um hotel e de conspirar para deixar outros explosivos em diversos locais considerados sagrados pelos comunistas cubanos, como o túmulo do líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara na cidade central de Santa Clara.
As autoridades cubanas disseram em 1998 que os cinco centro- americanos pertenciam a uma organização dirigida e financiada pela Fundação Nacional Cubano-Americana, com sede em Miami.

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