Pedalando por uma boa causa
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domingo, 15 de julho de 2012
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local 
Centenas de pessoas participaram na manhã de ontem da ''3 Pedalada Zona Norte Contra as Drogas''. Estiveram presentes pessoas de todas as idades e nem mesmo o frio foi capaz de conter a empolgação dos ciclistas.
Os participantes percorreram um trecho de aproximadamente 1,5 quilômetro pela Avenida Saul Elkind, e ao final ainda puderam conferir uma peça teatral e a apresentação de um grupo de dança. Também foram sorteadas 10 bicicletas.
Conforme o organizador do evento, Gervásio Euzébio Gonzalez o movimento da Zona Norte pode ser encarado como uma extensão da pedalada contra as drogas realizada na região central da cidade há quase uma década. ''Muitos participantes das pedaladas no centro eram da Zona Norte e sempre questionavam se não poderíamos realizar um evento assim aqui. Hoje, mais uma vez, tornamos isso possível'', comemorou.
Para Gonzalez, o encontro é uma possibilidade de reunir familiares e amigos, promover a saúde e incentivar a prevenção contra o uso das drogas. Ele não descarta ainda promover eventos similares em outras regiões de Londrina e até mesmo em cidades vizinhas. ''O problema das drogas não acontece só aqui e quem sabe não podemos levar essa iniciativa para outros lugares?'', sugeriu.
A mensagem de combate às drogas que a pedalada busca passar e a possibilidade da prática de exercíos parecem ter sido o ''combustível'' para alguns dos ciclistas. O auxiliar técnico Sidenei Pereira Castro é um exemplo disso. Segundo ele, de sua casa no distrito da Warta até o ponto de partida do grupo foram cerca de 7 quilômetros. ''Costumo praticar esportes, participo de maratonas quando possível. Nunca havia feito parte de uma pedalada e como tinha essa possibilidade resolvi comparecer. Acho essa causa muito importante'', declarou.
''Eu gosto de andar de bicicleta. Minha mãe viu um cartaz da pedalada e me trouxe'', disse João Alexandre, de 7 anos, que estava acompanhado pela mãe, Elaine Motta. ''Já trabalhei em uma instituição para dependentes químicos, onde se defendia a ideia de que se pode gastar as energias com outras coisas que não as drogas. Movimentos assim são importantes para difundir essa ideia'', afirmou ela.
Com 61 anos de idade, o segurança Luiz Rojas dos Santos era mais um dos que se dispuseram a enfrentar o frio para pedalar. Ele revelou já ter participado de outras pedaladas e garantiu que a prática faz diferença para a saúde. ''Sei que pessoas com a minha idade não costumam participar, mas gosto de fazer exercícios com regularidade visando o bem-estar'', explicou.


