Três vezes por semana, o assessor jurídico José Airton de Oliveira, de 47 anos, tem um compromisso com sua saúde - passar pela sessão de diálise. E durante uma parte da manhã que está na clínica, aproveita para pedalar.
As pedaladas fazem parte de um trabalho de reabilitação física, tese de doutorado da fisioterapeuta Celeide Peres, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Há dois meses, 100 pacientes passam pela reabilitação. O objetivo é comprovar uma melhora da condição física do paciente, desde a condição cardiorrespiratória, força muscular, resistência física, até ''uma melhora na qualidade da hemodiálise''. ''É possível aproveitar o tempo 'ocioso' do paciente enquanto ele faz hemodiálise'', avalia a fisioterapeuta.
Que o diga José Airton: ''Eu aproveito o tempo, e ao invés de ir à uma academia, faço exercícios aqui''. Um dos mais novos na diálise -faz o tratamento há um ano e quatro meses - ele conta que tinha pressão alta e ''se descuidou''. ''Tomava remédios, mas me descuidei. Minha pressão subiu demais e atacou os rins'', lembra.
Já Jurandir Homero dos Santos, de 30 anos, aposentado, sonha com o transplante: ''Há sete meses minha esposa está fazendo os exames e descobrimos que ela é compatível. Se der tudo certo, em fevereiro ou março passo pelo transplante''.(C.P.)

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