Londrina - O anúncio de que o governo estadual poderia pedir ajuda à Polícia Militar para garantir a não cobrança das novas tarifas nas praças de pedágio paranaenses passou em branco na região norte do Estado, pelo menos durante todo o dia de ontem. A medida, que não deverá mais ser tomada, não alterou a rotina nas praças de pedágio na BR-369, em Jataizinho (21 km a leste de Londrina), explorada pela Concessionária Econorte, e em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), administrada pela Concessionária Viapar.
Nenhuma viatura policial permaneceu nesses locais durante todo o dia de ontem e as empresas continuaram cobrando preços reajustados. Em Jataizinho, mesmo com reclamações isoladas de alguns motoristas, ninguém foi poupado da nova tarifa. Carros de passeio, por exemplo, pagavam R$ 5,10.
Em Arapongas, a tranquilidade também foi a tônica no pedágio. Sem informações à respeito da possível medida que o Governo havia anunciado na hora do almoço, os motoristas tinham como única arma a indignação. ''Passo por aqui de quatro a cinco vezes por semana e (a tarifa) não precisava custar tudo isso para que eles pudessem conservar a rodovia. Não acho justo porque já pegaram a estrada pronta'', reclamou o bancário aposentado Marco Fábio, de 55 anos. Sentimento semelhante expressou o comerciante de Ibiporã, João de Souza, de 30 anos, depois de pagar R$ 3,20 para poder continuar a viagem com a família. ''A tarifa não deveria subir porque a situação está ruim para todo mundo'', argumentou.

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