Giovani Ferreira
De Curitiba
O governo do Estado anunciou ontem o reajuste das tarifas do pedágio do Anel de Integração que entra em vigor à zero hora de segunda-feira. Algumas praças de pedágio terão reajuste de até 127,27%, como é o caso da praça 1 do Lote 5, na qual a tarifa passará dos atuais R$ 1,10 para R$ 2,50 (veículos de passeio) e de R$ 1,10 para R$ 2,30 (109,09% de reajuste) para caminhões.
Enquanto o secretário dos Transportes, Heinz Herwig, tornava público o acordo que determina o aumento médio de 112% para os automóveis e 76% para os caminhões, líderes do Movimento União Brasil Caminhoneiro decidiram, em assembléia realizada em Ponta Grossa, impedir a passagem de caminhões nas estações de pedágio do Anel de Integração a partir das 7 horas de segunda-feira.
Levando em consideração que o Estado conseguiu manter a maioria das obras prevista no projeto inicial, Heinz avalia que o acordo foi bom para o Paraná. Além de pôr fim ao impasse que estava prejudicando todas as partes, em especial o usuário, o acordo vai permitir que as obras sejam retomadas de imediado, disse Heinz. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), garantiu que as máquinas estão prontas e que as obras de investimentos
têm início garantido para segunda-feira nos seis lotes do Anel de Integração.
Pelo novo cronograma acertado entre o governo e as concessionárias, nos próximos três anos devem ser restaurados 776 quilômetros e duplicados 242 quilômetros das rodovias privatizadas. Um novo pacote deve ser anunciado daqui a três anos. Heinz explicou que, durante todo o contrato de concessão, que deve terminar em 2021, os cronogramas devem ser definidos sempre dentro desse intervalo. Pelo reajuste feito no contrato, até o fim da concessão devem ser restaurados outros 1.597 quilômetros e duplicados 706 quilômetros.
Para garantir o acordo com as concessionárias o governo teve que abrir mão de algumas obras. Entre elas estão contornos urbanos, como o de Ponta Grossa e Cascavel, e alguns trevos de acesso. Segundo Heinz, nenhuma das obras retiradas estão dentro das prioridades. O secretário disse ainda que, para preservar ao máximo o projeto original, o Estado está assumindo a responsabilidade e deve realizar as obras que foram excluídas do programa das concessionárias.
Marcos Aurélio de Castro, da ABCR/PR, comentou que o acordo foi interessante para todas as partes, uma vez que além de acabar com o impasse jurídico e administrativo, ainda determinou a retomada das obras. Castro acredita que a população deve aceitar o reajuste assim que ver as empresas investindo e as máquinas trabalhando na estrada.
Conforme os números da Secretaria de Transportes, com o reajuste a tarifa média para os automóveis passou de R$ 1,85 para R$ 4,29 cada trecho de 100 quilômetros. No caso dos caminhões, o pedágio passou de R$ 2,11 para R$ 4,47 cada 100 quilômetros rodados. As novas concessões do Ministério dos Transporte devem limitar a tarifa de pedágio a R$ 3,00 a cada 100 quilômetros. A diferença, lembrou Heinz, é que o governo federal entrega as estradas prontas, enquanto no Paraná as empresas precisam recuperar e duplicar as rodovias.Novos valores entram em vigor na segunda-feira; para caminhões, alta será de até 109,09%, mas haverá isenção de 13,64% do ICMS
DivulgaçãoREVOLTACaminhoneiros durante assembléia em Ponta Grossa: bloqueio das praças de pedágio na segunda-feiraAlbari RosaO secretário Heinz Herwig afirma que, para preservar ao máximo o projeto original, o Estado está assumindo a responsabilidade e deve realizar obras que foram excluídas do programa das concessionárias