Curitiba - A partir do segundo trimestre do ano que vem, o Paraná terá mais uma estrada pedagiada. É a Rodovia do Xisto (BR-476), entre Lapa e Araucária, que será incorporada ao Lote 4 do Anel de Integração. A rodovia, que era de responsabilidade federal, foi delegada ao Estado na semana passada. Nos próximos 30 dias, o trecho deve ser entregue à administração da concessionária Caminhos do Paraná, que hoje já administra 305 quilômetros distribuídos entre os municípios de Guarapuava a Palmeira, e entre o Trevo de Relógio a Ponta Grossa.
Além do trecho de 42,9 quilômetros localizados entre a Lapa e Araucária, a concessionária assumirá também a responsabilidade por outros 40,8 quilômetros da PR-427, que faz a ligação entre a BR-277 e a BR-476. Mas o governo garante que haverá apenas uma praça de pedágio em todo o trecho. Segundo o assessor jurídico da Secretaria, Maurício Ferrante, a tarifa será algo em torno de R$ 3,50. A Caminhos do Paraná já apresentou à Secretaria Estadual dos Transportes os estudos técnicos para adoção desse novo trecho. Mas para a concessão ser oficializada, é necessária a aprovação do Ministério dos Transportes.
A última obra de manutenção realizada pelo governo Federal na Rodovia do Xisto foi uma operação tapa-buraco, há um ano. O estado precário da rodovia, por onde passam diariamente cerca de 5 mil veículos, motivou os prefeitos e as comunidades da Lapa, de Porto Amazonas, Contenda e Araucária, a solicitar a incorporação do trecho mais movimentado e que se encontra em piores condições, ao Anel de Integração.
O movimento pela implantação do pedágio é liderado pelo prefeito da Lapa, Paulo César Furiati (PMDB), e reúne os prefeitos de Porto Amazonas, Ademir Schuhli (PTB), de Contenda, Wilson Baumel Piel (PSDB) e de Araucária, José Ferreira Gomes (PSDB). A mobilização tem também o apoio da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Fetranspar), uma das entidades mais representativas do setor de transporte do Estado.
A BR-476 é a principal via de escoamento dos produtos do Sudoeste do Paraná que, a partir de União da Vitória, tem por destino Curitiba ou o Porto de Paranaguá. Construída há 32 anos, a estrada ganhou o nome de Rodovia do Xisto por causa da usina da Petrobrás, localizada em São Mateus do Sul, que processa o xisto betuminoso, abundante na região.

mockup