Pecuarista pode ter sido envenenado
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terça-feira, 12 de dezembro de 2000
Agência Estado De Belém 
O Instituto de Polícia Científica Renato Chaves, do Pará, não descarta a possibilidade de o pecuarista Marinho Gomes de Figueiredo, de 70 anos, encontrado morto anteontem num hotel no centro de Belém, ter sido envenenado para que não revelasse novos detalhes à CPI das Terras Públicas da Câmara dos Deputados, que investiga a grilagem de 21 milhões de hectares na Amazônia.
A causa mais provável para a morte , segundo os peritos, seria ataque cardíaco, pois o pecuarista sofria de hipertensão. Nós podemos ter algum tipo de veneno que pode matar sem deixar vestígios, argumenta o diretor do Renato Chaves, Luiz Malcher.
O laudo cadavérico deve ficar pronto em 30 dias, mas o relator da CPI, Sérgio Carvalho (PSDB-RO), defende a realização de uma autópsia com a participação de peritos da Universidade de Campinas (Unicamp), de São Paulo, ou de Brasília. Não queremos que paire nenhuma dúvida, se houve morte natural ou queima de arquivo, Carvalho disse que a formação dessa comissão de peritos deve ser decidida hoje em Brasília, durante reunião da CPI.
Sabendo que ele era doente, alguém pode ter acelerado sua morte, adicionando algo em sua alimentação. Para mim, essa morte é muito misteriosa, pois esse homem sabia muita coisa e podia prejudicar a vida de muita gente poderosa no Pará, afirma o deputado federal Josué Bengtson (PTB-PA).


