Pecuarista faz um alerta para os ambientalistas
Preocupado com as condições do meio ambiente na região do Rio Paraná, o pecuarista Mário Pilatti, proprietário da Fazenda Garça, localizada às margens do rio, em Batayporã (MS), acredita que parte dos problemas ocasionados na região é devido a existência das usinas hidrelétricas. Há pouco mais de uma semana, ele e outros produtores estiveram reunidos com prefeitos de cidades próximas àquele município para cobrar alguma providência quanto aos problemas, como por exemplo o assoreamento do rio.
''O problema maior aqui nem é quando a água do rio sobe, mas principalmente quando o rio está baixo e as comportas da Usina Sérgio Motta, em Porto Primavera, são abertas. Quando isso ocorre, acontecem marolas que ficam batendo nos barrancos, causando danos ambientais, arrancando mato e assoreando o rio'', comenta.
O pecuarista diz já ter notificado a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) em 2001 e pretende acionar a companhia judicialmente. Segundo ele, nos últimos cinco anos, cerca de dez metros de terra (ou barranco), da sua propriedade, já teria caído sobre as águas do rio. ''Quando cheguei aqui, antes era bem diferente. Os ambientalistas devem ver como as coisas estão acontecendo por aqui, é assoreamento puro. O maior prejuízo aqui é o dano ambiental que está sendo causado'', afirma. (F.B.)





