O padre Marcelo Rossi fez cerca de 100 mil pessoas dançar e cantar, anteontem, à noite no Estádio da Fonte Nova, na missa pelos 450 anos de Salvador. Com outros padres cantores, Antonio Maria e Zeca, padre Rossi com sua ‘‘aeróbica do Senhor’’ foi o responsável pelos momentos de descontração durante a cerimônia, rezada pelo novo arcebispo de Salvador, d. Geraldo Majella Agnelo. Também participaram da missa artistas da axé music como Ivete Sangalo, Tatau e Bell Marques, do grupo Chiclete com Banana
D. Geraldo lembrou a história da primeira capital brasileira e o legado da fé católica deixado pelos colonizadores na forma das igrejas barrocas, esculturas e pinturas sacras. Mesmo elogiando os avanços e obras modernas de Salvador, não deixou de assinalar que parte da população da cidade ainda vive ‘‘em casebres, ranchinhos, favelas e cortiços’’. Ele convocou as autoridades municipais e estaduais para com a igreja ‘‘fazer de Salvador uma morada digna para os filhos de Deus’’.
Padre Marcelo encerrou a cerimônia cantando os sucessos do seu CD, agradecendo a presença dos fiéis. Muitas caravanas do interior chegaram cedo à Fonte Nova. A maioria das pessoas dizia ter ido apenas para ver o padre Marcelo, que só pôde deixar o palco por volta das 22h30 por causa dos pedidos de ‘‘bis’’.
Ontem, pouco antes de deixar Salvador, disse ter ficado impressionado com a fé dos baianos e prometeu voltar à Bahia. Ele disse também estar torcendo pela beatificação de Irmã Dulce, freira baiana que a Cúria de Salvador quer transformar oficialmente em santa e brincou diante das pessoas que lhe atribuem milagres. ‘‘Quando alguém me pergunta se seu sou santo, respondo: não, sou corintiano.’’

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