PDT exige apoio do PT no interior para avalizar Marta
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Magali Sampaio 
São Paulo, 23 (AE) - O PDT exige uma contrapartida para apoiar a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy. Sem influência no Estado, a legenda comandada por Leonel Brizola quer que os petistas dêem aval a seus concorrentes em cidades do interior paulista, como Taubaté, Campinas, Bauru, Suzano e Jacareí. O presidente do diretório regional do PT, Paulo Frateschi, acha que a crise entre o PT e o PDT no Rio de Janeiro não terá grande influência na sucessão do prefeito Celso Pitta.
O chamado "pacote" de apoio vem sendo discutido desde novembro, mas somente na semana passada a direção regional do PDT entregou à cúpula petista a lista das cidades nas quais considera indispensável a aliança. Se não der certo, o PDT trabalha com outras duas opções: lançar candidatura própria - o nome cotado é o do deputado federal José Roberto Batochio - ou apoiar a deputada Luiza Erundina, provável concorrente do PSB.
Erundina já garantiu várias vezes que não desistirá de sua candidatura para aliar-se a Marta. Ex-petista, a deputada que hoje integra as fileiras socialistas insiste em que ela e Marta poderão unir-se no segundo turno. O petista Frateschi lembrou que a coligação entre o PT e o PDT "é normal"e não descartou a possibilidade de fechar as coligações desejadas pelo partido de Brizola. "O PDT sempre fez parte do nosso bloco de entendimentos", completou o deputado estadual Roberto Gouveia, primeiro-secretário do PT paulista.
Negociações - Na Assembléia Legislativa, o deputado Pedro Mori (PDT) disse que as negociações caminham bem. "É cedo para fechar essa grade toda, mas temos esperanças de fazer muitas alianças com o PT em São Paulo", afirmou.
Situação oposta ocorre no Rio, onde o PT e o PDT vivem às turras. A vice-governadora Benedita da Silva, pré-candidata do PT à sucessão do prefeito Luiz Paulo Conde (PFL), tem o apoio do governador Anthony Garotinho (PDT), mas não de Brizola.
Garotinho e a própria Benedita têm cobrado de Brizola o cumprimento do acordo feito em 1998. Na época, o presidente do PDT disse que sua legenda daria sustentação à candidatura de Benedita. Agora, porém, o cenário é outro: é provável que Brizola lance seu nome à prefeitura do Rio.


