PDT ameniza campanha gaúcha em favor de Garotinho
PDT ameniza campanha gaúcha em favor de Garotinho9/Mar, 18:42 Por Murilo Fiuza de Melo Rio, 09 (AE) - O presidente regional do PDT, Carlos Lupi, disse hoje que o partido não está preocupado com a campanha promovida pelo deputado estadual Giovani Cherini (PDT-RS) em prol da candidatura do governador do Rio, Anthony Garotinho, à Presidência da República em 2002. "A candidatura do governador, se sair, será um processo natural; essa campanha isolada não nos preocupa", declarou Lupi, homem de confiança do ex-governador Leonel Brizola, que resiste a lançar nomes neste momento. Na segunda-feira de carnaval, durante o desfile das escolas de samba do grupo Especial, no Sambódromo, Cherini transformou o camarote oficial de Garotinho em palanque político-eleitoral. O deputado, convidado do governador, relançou o nome do pedetista à sucessão do presidente Fernando Henrique, aproveitando a ocasião para distribuir adesivos e buttons com a mensagem "Garotinho - um projeto para o Brasil". "Acho que hoje nosso País vive uma grande carência de líderes e o Garotinho pode ocupar muito bem o espaço da política nacional, porque é um político jovem e um líder nato", elogiou Cherini, que se intitula "coordenador da campanha presidencial do pedetista no Sul". O deputado não quis dizer quanto gastou com o material, mas explicou que já mandou fazer 10 mil adesivos e outros 10 mil buttons com a mensagem política. Apesar de achar a iniciativa "positiva", Garotinho tem reiterado que ainda é muito cedo para falar em sucessão presidencial. "Ainda nem comecei a esquentar as turbinas", tem dito o governador, sem esconder um sorriso de satisfação. Segundo os pedetistas, porém, a preocupação é evitar que o assunto venha à tona agora para evitar o desgaste antecipado do nome do governador. "Ainda faltam dois anos para a eleição", pondera Lupi. "Garotinho tem feito um bom governo, mas lançá-lo agora é temerário." Não é a primeira vez que Cherini tem insistido publicamente no nome do governador do Rio como alternativa da esquerda à sucessão de 2002. Em julho de 1999, durante o aniversário da senadora Emília Fernandes (PDT-RS), em Porto Alegre, ele promoveu uma festa a Garotinho, que estava em companhia de Brizola. Na época, o ex-governador também havia insistido que ainda era cedo para tocar no assunto. "Primeiro o Garotinho tem que fazer um bom governo no Rio, para depois pensar em se candidatar à Presidência", disse Brizola. Logo depois, Brizola e Garotinho entraram em rota de colisão por causa da sucessão municipal no Rio. Enquanto Garotinho insiste no apoio dos pedetistas à virtual candidatura de sua vice, Benedita da Silva, caso saia vitoriosa das prévias do PT, no fim desse mês, Brizola defende publicamente um candidato próprio do partido - que pode ser ele próprio. Segundo integrantes do PDT, a briga entre os dois - que há cerca de um mês resolveram dar uma trégua - não seria suficiente para impedir uma vôo maior de Garotinho na política nacional. Pensando nisso, o governador do Rio tem trabalhado intensamente em sua base evangélica. Com o apoio do deputado Francisco Silva (PST-RJ), ele já fez várias viagens a outros Estados para participar de cultos, nos quais, além de pregar a "palavra de Deus", também fala de política.





