São Paulo, 19 (AE) - A produção brasileira de PVC deve crescer cerca de 3% a 4% - o pior desempenho registrado pelo setor em sete anos. A estimativa é de Francisco de Assis, presidente do Instituto do PVC, entidade que reúne empresas da cadeia do produto. A retração da indústria da construção civil, com 68,8% do consumo produto, é a principal responsável pelo redução das vendas previstas para 99. Para o ano 2000, porém, a previsão é de crescimento de 10%, acredita Assis, apostando na recuperação econômica.
Nos primeiros 11 meses do ano passado, a expansão foi de 15,8%, bem mais que a média mundial, de 2,7%. No período, o faturamento dos produtores de resinas de PVC e dos insumos MVC (monômero de cloreto de vinila) e DCE (diocloretarano), utilizados na fabricação do produto, ficou em torno de US$ 1,2 bilhão, segundo estimativas do mercado. Também em 98, a indústria transformação da resina faturou cerca de US$ 3,5 bilhões.
Segundo Assis, com a desvalorização cambial, as importações devem encolher. No ano passado, das 632 mil toneladas produzidas, 128,4 mil foram vendidas para o Exterior na forma de produtos transformados. Para este ano, a quantia não deve ultrapassar 40 mil, calcula. Ele também prevê aumento das importações, sem, porém, citar números. No ano passado, foram exportadas 56,4 mil toneladas.

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