A organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) tem cerca de 20 integrantes espalhados pelas 11 penitenciárias existentes no Paraná. A informação é do coordenador do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), Pedro Marcondes, classificou os presos transferidos de São Paulo como ‘‘os mais problemáticos’’ da população carcerária do Paraná. ‘‘São os presos que mais nos dão problema, sempre querem fazer levantes’’, disse Marcondes, referindo-se aos presos do PCC.
Segundo ele, os integrantes da facção paulista são presos de ‘‘alta periculosidade’’, cumprem penas que chegam a 300 anos de prisão e foram condenados por crimes como latrocínio, tráfico de drogas, homicídio e estupro.
Marcondes afirma que o sistema penitenciário do Paraná está preparado para neutralizar as ações do PCC no Estado. Segundo ele, uma das ‘‘estratégias’’ para impedir que os integrantes da facção se imponham como lideranças é transferi-los periodicamente de penitenciária. ‘‘Quando eles começam a mostrar liderança, cortamos. Não deixamos líderes crescerem aqui; estes presos são acompanhados de perto’’, afirmou Marcondes.
Marcondes afirma que é comum a troca de presos entre o Paraná e estados como São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
O Paraná tem uma população carcerária de aproximadamente 4,5 mil presos. Outros 3,5 mil condenados cumprem penas em cadeias, enquanto aguardam transferência para presídios.
Segundo Marcondes, o Estado tem média de 90 presos por 100 mil habitantes, abaixo do índice nacional (cerca de 130 por 100 mil) e menos da metade da média paulista (cerca de 200 por 100 mil).
Assaltos Investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, deram indícios de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria por trás de assaltos cinematográficos cometidos no Paraná em 2000. Seriam crimes como o sequestro do Boeing da Vasp, que fazia a rota Foz do Iguaçu/Curitiba, e o assalto da empresa Proforte, em Londrina. Marcelo Moacir Borelli é acusado de envolvimento nos dois casos, embora negue sua participação nas ações.
Uma das maneiras de estender a atuação do PCC para outros estados, como o Paraná, seria a contratação de criminosos locais por parte dos chefes da facção. A Procuradoria-Geral da República também identificou este modus operandi em crimes registrados no Distrito Federal e em Minas Gerais. (Com Dimitri do Valle, de Curitiba)

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