"PC tinha pretensões políticas"
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segunda-feira, 07 de junho de 1999
Por Ricardo Rodrigues 
Maceió, 08 (AE) - A modelo Cláudia Dantas, sobrinha do deputado federal Luiz Dantas (PSD), prestou depoimento hoje à noite, durante duas horas e meia, aos delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade, que investigam as mortes de Paulo César farias e sua namorada Suzana Marcolino.
O depoimento foi na sede da Polícia federal, porque Cláudia se negou a depor na Delegacia do 3º Distrito Policial, por não ter ar-condicionado. O depoimento começou por volta das 18h e terminou às 20h30.
Cláudia não quis falar com os jornalistas e saiu às pressas da sede da PF acompanhada de seu advogado. Os delegados disseram que ela negou que estivesse namorando PC, mas confirmou que o empresário havia lhe confidenciado que queria acabar o relacionamento com Suzana.
"A Cláudia disse textualmente que PC queria ter um relacionamento estável com ela, primeiro por ser ela (Cláudia) uma jovem bonita da sociedade e segundo porque PC tinha, após acabar o seu problema com a Justiça, pretensões políticas e a Cláudia vem de uma família de políticos", afirmou Andrade.
Segundo o delegado, não houve muita mudança no depoimento de Cláudia, em comparação com outro depoimento, na primeira fase do inquérito. Ela confirmou que manteve três encontros com PC (dois jantares e uma visita à casa de praia do empresário) e só mudou a hora de um desses encontros. "No primeiro depoimento, ela disse que tinha deixado a casa de PC às 5 horas da manhã, e desta vez ela disse que saiu da casa dele à 1 hora da manhã."
Os delegados disseram que Cláudia afirmou que partiu de PC a promessa de acabar o relacionamento com Suzana para ficar com ela (Cláudia). "Ela disse que não pediu para ele acabar o namoro com Suzana, mas deixou claro que só teria um relacionamento com PC se ele estivesse livre", afirmou Andrade.
Segundo o delegado, Cláudia afirmou também que PC telefonou para ela (Cláudia), no sábado à tarde, véspera do crime, dizendo que ia acabar o relacionamento com Suzana naquela noite.
"Vamos checar essa informação para ver se houve mesmo esse telefonema", afirmou o delegado, que não acredita que Suzana teria matado PC por ciúme de Cláudia. Para ele, o depoimento de Cláudia é importante, mas não justifica a tese de crime passional.


