'Paz dá lucro, humanização dá lucro', diz Casarotto
Parceria entre Londrina Pazeando e pesquisador promove a cultura de paz em no ambiente corporativo de Londrina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Parceria entre Londrina Pazeando e pesquisador promove a cultura de paz em no ambiente corporativo de Londrina
Fabriccio Lucas* 

"Faça o que ama e nunca vai trabalhar uma vez na vida". Uma frase muitas vezes tratada como irreal no mundo corporativo atual, se torna importante na busca por paz e humanização nas relações de trabalho, motivo da parceria entre Eduardo Casarotto e Londrina Pazeando.
O movimento que tem como diretriz educar para cultura de paz e trouxe o psicanalista para conhecer Londrina no CONOPARH ESG 2026, realizado no último sábado (23). Casarotto aproveitou o ensejo para apresentar suas ideias de humanização no ambiente de trabalho e seu livro "Sistemas Humanizados: Humanização 2.0", uma norma técnica de como formalizar em uma Empresa, Instituição ou Cidade um sistema mais humanizado, através da virtologia.
Em entrevista à Folha de Londrina, Casarotto definiu o conceito de forma direta: "A humanização é a ciência que estuda o funcionamento humano versus as regras do ambiente. Se essas regras respeitam o funcionamento humano, o sistema é humanizado; se não, estamos diante de uma violência institucional."
O pesquisador ressalta que ignorar as necessidades e a personalidade de cada um tem um preço alto. "Se você fizer um trabalho que não condiz com quem você é, o resultado será um *burnout*. Aquela velha frase sobre amar o que se faz não é mero senso comum; ela tem base no nosso funcionamento", reforça.
Intercâmbio de Metodologias
Para Luis Galhardi, Gestor Executivo do Londrina Pazeando, a vinda do psicanalista ajuda a consolidar as metas do movimento. "O Eduardo veio conhecer de perto a iniciativa 'Londrina Cidade Educadora da Cultura de Paz', que é um projeto estratégico para nós", explica. O objetivo é unir os "sistemas humanizados" de Casarotto às ações locais, potencializando a transição de uma cultura milenar de violência para uma cultura sustentável de paz. Durante a visita, o pesquisador cumpriu uma agenda intensa de intercâmbio metodológico, passando pelo congresso de recursos humanos e por secretarias municipais de Saúde, Educação e RH.
Virtologia
Mas como as nossas virtudes compõem quem somos? É essa a resposta que Casarotto busca entregar com a Virtologia, uma matriz teórica e terapêutica que propõe a reeducação da consciência humana integrando conceitos da psicanálise, da neurociência e da psicologia. Com aplicações práticas que vão de escritórios corporativos a escolas e presídios, a metodologia tem ganhado força no país.
A criação dessa abordagem reflete a própria trajetória de seu fundador. Formado em psicanálise e recursos humanos, com pós-graduação em gestão de projetos, Eduardo Casarotto uniu sua bagagem técnica ao desejo de transformação social. "Minha base é a psicanálise clássica, mas o ativismo sempre falou alto. Sempre tive a bandeira de democratizar a psicanálise, tirando-a da elite para que qualquer pessoa pudesse entender como a mente funciona. Foi a partir desse campo e de novos estudos que passamos a compreender a mente humana sob uma nova perspectiva", conclui.
*estagiário sob supervisão de Patrícia Maria Alves - editora.
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