Pavicentro abre fábrica em Taubaté
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quinta-feira, 30 de dezembro de 1999
Por Jair Rattner 
Lisboa, 30 (AE) - A empresa portuguesa Pavicentro, que vai abrir uma fábrica em março na cidade de Taubaté, fechou um contrato esta quinta-feira para que o Fundo para a Internacionalização das Empresas Portuguesas participe no capital de sua filial brasileira. Segundo o contrato, o fundo - uma entidade formada por capitais públicos e dos bancos portugueses - vai participar com um terço dos 2,25 milhões de dólares do investimento.
O contrato funciona como um financiamento para a entrada da empresa no mercado brasileiro. Em troca, o fundo nomeia um administrador não executivo para a empresa no Brasil - para poder acompanhar o investimento.
"Nós temos a patente da tecnologia de concreto reforçado com fibra de vidro e com fibra de carbono, a partir do qual produzimos abrigos para as estações de base da telefonia móvel"
afirma ¶ngelo Correia, administrador da empresa. "A grande vantagem vem do fato de que o concreto com fibra de vidro ou com fibra de carbono não ser corrosivo e resistente ao fogo e à poluição".
A fábrica brasileira, que tem o nome de Pavi do Brasil, será inaugurada em março e já tem encomendas feitas. "Vencemos um concurso para fornecimento de abrigos para a Telesp Celular, em consórcio com a CME, no valor de 10 milhões de reais." Segundo Correia, na Europa a empresa já vende para a Portugal Telecom, Telefônica da Espanha, Mobitel belga, e empresas de telefonia celular da Holanda, além de exportar para o Marrocos.
Correia conta que a decisão de construir a fábrica ocorreu porque os custos de transporte e alfandegários para levar os produtos feitos em Portugal para o Brasil eram excessivamente altos. "Decidimos que a fábrica deveria ficar no epicentro do triângulo Minas Gerais-São Paulo-Rio de Janeiro, o mercado previsto para a empresa".
A previsão é que no primeiro ano a empresa tenha um faturamento de 20 milhões de reais. "A fábrica ficou pronta no Natal. Em fevereiro começamos os testes e quando inaugurarmos, em março, na inauguração, já deveremos estar produzindo. A grande dificuldade é encontrar cimenteiras que produzam cimentos especiais para o concreto com fibra de vidro ou de carbono."
Outro produto que a empresa vai começar a colocar no mercado brasileiro é materiais de fachada de concreto reforçado com fibra de carbono ou de vidro - que Correia diz ser mais leve e mais resistente do que o concreto normal. "Tivemos em Portugal um grupo de construtores brasileiros para ver como trabalhamos e disseram que estavam interessados em milhares de metros quadrados do material. Atualmente, só uma fábrica de origem canadense produz este tipo de fachadas no Brasil". Se essas encomendas se concretizarem, Correia já prevê a necessidade de ampliar a fábrica ou de construir uma nova unidade.


