Paulo VI pensava em renunciar
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quinta-feira, 07 de março de 2002
France Presse 
Cidade do Vaticano - O Papa Paulo VI, que ocupou o cargo de 1963 a 1978, preparou uma carta de renúncia para ser divulgada caso não pudesse comandar adequadamente a Igreja, revelou num livro o seu secretário particular, o arcebispo Pasquale Macchi.
Segundo ele, em 1967, o papa considerou a hipótese de renunciar, antes de uma operação na próstata e em 1976, quando seu médico o desaconselhou a viajar à Filadélfia (EUA), para o congresso eucarístico. Se um papa não pode viajar, é um inválido. Pelo bem da Igreja deve renunciar, comentou então.
O Papa João Paulo II, que sofre de vários problemas de saúde, sempre deu a entender que nunca levou em consideração essa possibilidade. Não saberia para quem renunciar, disse certa vez a jornalistas que lhe fizeram essa pergunta.
Na história da Igreja, poucos pontífices renunciaram: Benito IX, eleito em 1033, que renunciou em 1045. Reeleito em 1047, voltou a renunciar em 1048. Celestino V, o monge Pietro da Morrone, renunciou em 1294, quatro meses depois de sua eleição, desgostoso com as intrigas da cúria romana. O último papa a renunciar foi Gregorio XII, em 1415, dois anos antes de morrer.


