Paulo Renato diz que greve é política e tenta aprovar projeto
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de junho de 1998
Agência Estado 
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, reúne-se hoje, no Palácio do Planato, com os líderes dos partidos na tentativa de aprovar esta semana o projeto de lei de gratificações para os professores universitários. Ele reagiu com irritação ao início da greve de fome dos professores, marcada para forçar a liberação dos salários retidos dos grevistas e mantida para forçar a retirada do projeto do Congresso. Os salários foram liberados na semana passada. A mudança de objetivo da greve fez cair a máscara do movimento, mostrando que ele é político e só quer o desgaste do governo, afirmou Paulo Renato.
Segundo Paulo Renato, não há hipótese de o governo retirar do Congresso a proposta de gratificações. O ministro conversou por telefone com o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que vem criticando a greve e as reações do MEC. O senador informou ao ministro que só um acordo permitirá aprovar o projeto. Por isso mesmo vou me reunir com os líderes, me empenhar, mandar cartas para cada um dos parlamentares de modo que seja possível aprovar o projeto de lei, afirmou Paulo Renato.
De acordo com Paulo Renato, alguns professores já teriam decidido voltar ao trabalho. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, teria sido o caso dos professores de Direito das Universidades Federais de Minas Gerais e de Pernambuco.
O ministro voltou a lembrar a necessidade de aprovação de projeto no Congresso até o dia 30. Só temos esta semana, porque depois começam as festas de São João, afirmou. Se o sindicato for contra o projeto, estará sendo contra os professores. Ele considera impossível negociar outro texto agora.


