Paulo Renato defende policiamento ostensivo, fora de escolas
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 08 (AE) - O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, defendeu hoje uma operação conjunta do governo federal e das Secretarias estaduais de Segurança Pública para aumentar o policiamento externo das escolas. A intenção é evitar casos como a chacina na Escola Estadual Vida Nova, em Campinas, SP, na noite de quarta-feira, na qual três estudantes morreram e sete ficaram feridos.
"Sou contra qualquer tipo de ação policial dentro da escola, mas o policiamento ostensivo fora da escola é extremamente importante", disse. "Tem que haver uma coordenação entre os órgãos do governo para garantir isso." O ministro participou do seminário Juventude: realidade de hoje, perspectiva para o amanhã, promovido pela Arquidiocese do Rio.
Paulo Renato é contra a utilização de detectores de metais na entrada dos colégios como forma de inibir a violência juvenil. No entanto, admite que a violência, associada a gangues ligadas ao tráfico de drogas, está "invadindo" as escolas. A "resposta" dos colégios, avalia, deve vir da participação dos alunos em atividades extracurriculares, de modo a "tornar o ambiente menos tenso". "Deve-se promover a integração do estudante com a comunidade, porque a preocupação da escola de hoje é a formação de cidadãos, não apenas a transmissão de conhecimento."
Rota - O ministro defendeu a posição do reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Henrique Vilhena, que anunciou nesta semana a instalação de um circuito de TV nas entradas e saídas do câmpus da Ilha do Fundão, na zona norte do Rio, para controlar o movimento e inibir a entrada de traficantes."A UFRJ vive uma situação grave do ponto de vista da questão da violência, das drogas, ela é praticamente rota de tráfico, até mesmo com desembarques que se fazem pela baía (da Guanabara)", disse. "O reitor Vilhena está preocupado com isso e acho que tem de tomar todas as medidas." Mas Paulo Renato ressaltou que o caso da UFRJ é específico.
Leilão - O secretário Nacional Antidrogas, Walter Maierovith, anunciou hoje para breve o leilão dos bens de narcotraficantes apreendidos no Rio. "Estamos promovendo uma revolução, são automóveis, aviões e apartamentos, entre eles um na avenida Vieira Souto (Ipanema, zona sul do Rio)", disse o secretário. "Sessenta por cento do valor do que foi apreendido vai ficar com o governo do Rio", garantiu, ao participar do seminário promovido pela Arquidiocese. Ele lembrou que há um trabalho conjunto da Secretaria com o MEC para o desenvolvimento
nas universidades, de um projeto de combate ao tráfico de drogas.


