Paulinho: delegado investiga crimes envolvendo bicheiros
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segunda-feira, 26 de outubro de 1998
Andreia Maia Agência Estado 
O delegado da 16ª Delegacia Policial do Rio (Barra da Tijuca), Carlos Alberto Nunes Pinto, vai investigar crimes que tiveram participação de bicheiros nos dois últimos dois anos. A intenção é verificar se há alguma relação com a morte do engenheiro Paulo de Andrade, o Paulinho, filho do bicheiro Castor de Andrade. Ele foi assassinado com cinco tiros, na quarta-feira, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.
Ontem, a mulher de Paulinho, Beth Andrade, prestou depoimento à polícia. Ela disse que o casal vivia em harmonia, segundo o delegado Nunes, e que os dois estavam sempre juntos, acompanhados pelas filhas adolescentes.
Beth afirmou que Paulinho não tinha inimigos e negou que houvesse briga na família do marido, que estaria em disputa por pontos de bicho no Rio e no Nordeste, deixados por Castor de Andrade. A mulher de Paulinho disse que ele não andava com seguranças porque nunca recebeu ameaças. Beth disse que o segurança Haroldo Alves Bernardo, assassinado com Paulinho, era amigo da família e uma pessoa de confiança.
A mulher do engenheiro afirmou que desconhece a informação de que seu marido e o traficante Celsinho da Vila Vintém eram inimigos. De acordo com ela, o marido andava afastado da quadra da escola de samba Mocidade de Padre Miguel, da qual Castor foi patrono até no ano passado. Beth garantiu que ele se dedicava apenas aos negócios.
O delegado disse que o depoimento de Beth parece sincero. Ele afirmou que vai ouvir funcionários das empresas de Paulinho.


