Rio, 22 (AE) - Condenada pelo assassinato da atriz Daniella Perez, Paula Thomaz entrou com uma queixa-crime contra a atriz Zezé Motta, que, numa entrevista publicada há cinco meses no jornal carioca "Extra", a teria chamado de prostituta. A declaração está numa enquete sobre o comportamento da detenta na cadeia, dentro de uma reportagem sobre alegadas regalias que Paula teria na prisão, relatadas por uma ex-companheira de cela. Na petição, o advogado de Paula, Carlos Eduardo Machado, diz que houve crime contra a honra. O caso está na 9ª Vara Criminal do Rio. A juíza Paula Fernandes Machado, no entanto, ainda não avaliou a queixa-crime, nem acolheu a ação.
Zezé Motta está no exterior e não foi localizada. A advogada dela, Luciana Boiteux, disse que apresentou a defesa prévia, baseada no argumento de que a reportagem ouviu outras 15 opiniões, mas apenas a atriz foi alvo da ação. Da mesma forma, apenas um dos jornalistas que assinam a enquete, Daniela Clark, foi incluída na queixa-crime.
"Há um princípio na Justiça de que não cabe ao ofendido escolher a quem acusar", afirmou a advogada. "A ação penal é indivisível e não se pode fazer uma escolha aleatória de acusados." Ela não quis, porém, comentar a declaração de Zezé Motta. "A reportagem atribuiu a ela essa palavra, mas não entramos no mérito da ação", disse. O advogado de Paula Thomaz não respondeu aos recados da reportagem.

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