Londrina – O trabalho da Patrulha Escolar é elogiado por professores e alunos da rede pública, mas poderia ser mais abrangente se tivesse uma estrutura humana e material maior. A 4ª Companhia da Patrulha Escolar de Londrina conta com cem policiais para atender 103 municípios e oito Núcleos Regionais de Educação (NRE).
"Não conseguimos nem mesmo atender a todas as cidades. O que acontece é que em muitos lugares agimos de forma repressiva quando há algum problema ou emergência. Não damos conta de fazermos a parte preventiva como seria o ideal", afirma o capitão Valter João Marques, comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar (PM).
De acordo com o capitão, a companhia sofreu uma redução do efetivo em virtude da aposentadoria de alguns policiais. "Recebemos 11 novos policiais em abril. Eles estão passando por um estágio de um mês para depois poderem agir sozinhos. Esperamos que com o novo concurso público possamos receber mais policiais para diminuir a defasagem do nosso quadro atual", ressalta o comandante.
Com um número reduzido de policiais, vários municípios pequenos da área de abrangência não possuem equipe exclusiva da Patrulha Escolar. Em algumas cidades existe apenas um policial ligado à companhia. "Nesses casos, a PM do município e não a Patrulha Escolar atende as ocorrências", aponta Marques.
"A nossa dificuldade de efetivo é um reflexo que acontece em toda a corporação. Realmente não conseguimos atender a todos os municípios de forma rotineira. Para expandir os nossos trabalhos precisamos de mais gente", ressalta o major Gerson Luiz Buczenko, comandante do Batalhão da Patrulha Escolar do Paraná.
A falta de viaturas também dificulta o trabalho da patrulha. No pátio da sede da 4ª Companhia em Londrina pelo menos cinco viaturas sem condições de uso aguardam para serem levadas ao Departamento Estadual de Transporte Oficial (Deto) para serem leiloadas. "Das novas viaturas adquiridas pelo governo não recebemos nenhuma. As nossas são antigas e isso resulta em muita manutenção, o que atrapalha o trabalho", frisa o comandante.
A FOLHA acompanhou o início do turno de trabalho de sete policiais que tiveram que se dividir em apenas duas viaturas. O ideal é que cada carro tenha dois policiais. A sede da Patrulha Escolar em Londrina, localizada na antiga Casa do Papai Noel, às margens do Lago Igapó, deve passar por melhorias em breve.
"Fizemos alguns remanejamentos e recebemos algumas viaturas usadas de outros batalhões. E há uma promessa que a Patrulha Escolar vai ganhar novos veículos que estão sendo adquiridos pelo governo", garante o major Buczenko.
Nas escolas, o trabalho da patrulha é bem-vindo. "É um alívio quando eles chegam ao colégio. Os alunos os recebem bem porque sabem que eles são parceiros nossos na prevenção", aponta a diretora auxiliar Luciana Pitoli, do Colégio Barão do Rio Branco, no Jardim Petrópolis, região central. "Este trabalho é extremamente importante e merecia um investimento maior", relata o professor de Geografia, Jonas Vieira da Costa.
"A presença deles traz segurança para o colégio. As informações que eles nos passam são importantes, como não ficar do lado de fora da escola", conta a estudante Amanda Gonçalves Mendes, de 13 anos, aluna do 9º ano.
Os policiais da Patrulha Escolar trabalham em dois turnos: das 7h às 15h e das 15h às 23h. Em Londrina, são atendidas as 75 escolas da rede estadual de forma frequente e as 103 municipais em situações emergenciais.

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