Londrina - Um patrimônio muito além do que seria possível obter com os salários dos auditores fiscais da Receita Estadual de Londrina chamou a atenção do Ministério Público. Mesmo com remuneração mensal de aproximadamente R$ 25 mil, conforme o Portal da Transparência do Governo do Estado, os auditores fiscais investigados acumulavam imóveis, carros de luxo e propriedades rurais que, para o Ministério Público, eram incompatíveis com a renda.
Segundo o promotor Renato de Lima Castro, só o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza acumulava um patrimônio estimado em no mínimo R$ 30 milhões, sendo duas fazendas avaliadas em cerca de R$ 20 milhões. Carros de luxo, relógios e joias já haviam sido apreendidos em outra ação realizada pelo Gaeco.
"Luiz Antônio de Souza era bastante organizado, por sorte. A apreensão dos documentos trouxe inúmeros elementos probatórios, que estão sendo utilizados pelo setor de auditoria do Ministério Público. Ele contribuiu muito para a sociedade de Londrina", ironizou o promotor, sem revelar detalhes do conteúdo apreendido.
Com base nos valores dos bens já levantados pelos promotores, o Ministério Público espera que a Justiça amplie a limitação estabelecida para o bloqueio de bens dos investigados. O valor da medida judicial foi de até R$ 10 milhões, conforme Castro. Luiz Antônio de Souza está preso desde o dia 13 de janeiro e é alvo de outra investigação conduzida pelo Gaeco e pelo MP que apura a existência de uma rede de exploração sexual de adolescentes em Londrina. (V.C.)

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