São Paulo- Um dos vencedores do segundo maior prêmio da história da Mega-Sena, o empresário de Joaçaba (SC) Altamir José da Igreja, acusado por um funcionário de sua marcenaria de ter se apropriado do bilhete vitorioso, conseguiu hoje na Justiça o direito de receber um sexto do valor do prêmio (cerca de R$ 4 milhões).
Os R$ 27,7 milhões pagos pela Caixa Econômica Federal estavam bloqueados por ordem da Justiça de Joaçaba desde 5 de setembro a pedido do marceneiro Flávio Júnior Biass. Ele acusa a Igreja de ter se apropriado indevidamente do bilhete premiado e do prêmio.
Ontem, o Tribunal de Justiça do Estado acolheu, parcialmente, agravo de instrumento interposto pelo empresário. A Justiça determinou o desbloqueio de parte do dinheiro, mas a decisão final cabe ao juiz da comarca de Joaçaba, onde foi feita a aposta. Ainda cabe recurso.
O relator do processo no TJ-SC é o desembargador Antônio Monteiro Rocha, que não quis dar entrevistas. De acordo com o advogado de Igreja, Gunter Otto Grander, o empresário conseguiu a porcentagem porque, na ação, era o único réu citado. As demais partes do prêmio, segundo Grander, serão divididas entre a mulher, a mãe, dois irmãos e um sobrinho do empresário.
A ata da decisão não foi publicada porque, segundo a assessoria de imprensa do TJ, o processo está sob sigilo.
''Como são seis pessoas que receberão o prêmio, o tribunal resolveu liberar a parte do Altamir, que era citado na liminar'', disse Grander. O empresário disse ontem, por meio de seu advogado, estar tranquilo de que o restante do dinheiro será em breve liberado. A reportagem não conseguiu localizar os advogados de Biass ontem. Em sua versão à Justiça, ele teria entregue a Igreja os números premiados e R$ 1,50.

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