Patologias não têm cura, mas podem ser controladas
Por serem crônicas, doenças de pele como a dermatite atópica, a psoríase, o vitiligo e a alopecia podem ser tratadas e controladas, mas não curadas -explica o médico dermatologista Airton dos Santos Gon.
A dermatite atópica, explica, faz parte de um grupo de doenças chamadas de atópicas, uma espécie de alergia hereditária, que pode se manifestar na pele ou nas vias respiratórias. Rinite alérgica e asma são as manifestações nas vias respiratórias, e a dermatite, na pele.
Mais comum na infância, a dermatite atópica atinge de 10% a 12% da população, e tem tendência a melhorar na adolescência. Quando há crises, a pessoa tem coceiras que levam a formação de lesões vermelhas e úmidas. Essas lesões atingem geralmente dobras, como o cotovelo, o pescoço ou a parte posterior do joelho. Fora das crises, um dos cuidados indicados, segundo o médico, é manter a pele bem hidratada.
Já a psoríase não é tão comum em crianças e atinge em torno de 2% da população. A característica da doença é a formação de manchas vermelhas com descamação, principalmente no couro cabeludo, cotovelo e joelho. Por causa das lesões, na crise a pessoa pode ficar com limitações de movimentos e ter variações na temperatura do corpo. A doença, segundo Gon, tem origem genética, mas não uma causa específica.
Manchas brancas provocadas pela despigmentação da pele são características do vitiligo. A doença afeta cerca de 2% da população, em qualquer idade, e em qualquer cor de pele. ''Cada pessoa é diferente. Tem algumas que ficam com manchas mais localizadas, e outras, com manchas por todo o corpo'', informa.
O dermatologista aponta que no caso do vitiligo não há nenhum problema à saúde, nem incômodos como coceira, apenas o aspecto visual, que pelo estigma traz muito preconceito. ''No caso da dermatite há o desconforto da coceira, que às vezes até atrapalha a dormir, e, em casos raros, pode haver complicação na córnea. No vitiligo, o pior é o preconceito'', afirma.
A alopecia, ensina Gon, é sinônimo de queda de cabelo. Na alopecia areata, as quedas promovem grandes áreas arredondadas sem cabelo, e eventualmente em sombrancelhas e cílios. A doença atinge cerca de 2% da população. ''Em 90% dos casos o cabelo nasce de novo, mas quando há perda de grandes áreas de cabelo pode se tornar crônica. A alopecia está intimamente ligada ao stress. Quando vamos investigar, sempre há um evento, um 'gatilho', que desencadeou a crise'', enfatiza o médico. (C.P.)





