A enurese secundária, quando a criança volta a fazer xixi na cama, geralmente está relacionado a algum trauma emocional, como separação dos pais, nascimento de um irmão ou, até mesmo, um assalto. Ou ainda relacionada a mudanças na rotina, como adaptação na escola ou mudança de horário dos pais.
''Tudo isso pode interromper o processo de aprendizado para controle do xixi. Algumas emoções como ansiedade, euforia, excitação e estresse atrapalham a percepção da bexiga cheia'', explica a psicóloga Fátima Conti, de Londrina, especialista no assunto.
A hora de procurar ajuda profissional, na opinião dos especialistas, depende de cada criança. É importante estar atento quando há repetida emissão de urina na cama ou na roupa, involuntária ou intencional, com uma frequência de pelo menos duas vezes por semana.
Mas o ''aviso'' mais importante é quando a criança começa a se sentir constrangida e a alterar a vida social, como deixar de fazer passeios, dormir na casa de amigos e parentes ou participar de excursões e acampamentos.
Sem tratamento, a enurese pode abalar a auto-estima, limitar as atividades sociais, e se estender além da infância. ''Há casos até na adolescência de escapes noturnos'', alerta a psicóloga. Até os 10 anos, a prevalência da doença é de 3% a 5% das crianças, e 1% acima de 15 anos. (C.P. com Folhapress)

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