Pátio da Saúde está lotado de veículos sucateados
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quinta-feira, 06 de março de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina O mato alto no pátio da Secretaria de Saúde de Londrina, na Vila Portuguesa (área central), já começa a esconder os 40 veículos baixados, nome técnico dados aos carros quebrados retirados de uso, descartados pela administração pública. Entre a frota sucateada, estão seis ambulâncias do Samu e nove peruas. Algumas delas já se tornaram moradia para gatos e outros animais. A demora em se organizar um leilão cria mais um problema para os funcionários da pasta, que precisam fazer limpezas periódicas para evitar o aparecimento de focos do mosquito da dengue.
A divisão entre os veículos sem uso e dos que ainda estão rodando só é possível ser identificada pelos funcionários, pois todos os automóveis ficam expostos ao tempo. Alguns veículos, como um ônibus utilizado como Unidade Móvel de Saúde, que atende a zona rural, roda com vidros quebrados, em péssimo estado de conservação. Sem uma cobertura, o tempo de vida útil dos carros fica abaixo dos três anos. A reportagem flagrou um caramujo africano dentro da carroceria de uma caminhonete.
O diretor de Logística e Manutenção da Saúde, Fábio Vinícius Macedo, adiantou que pediu à gerência uma cotação para instalar cobertura para os veículos. "Como o terreno é próprio podemos fazer estas adequações. Não é por questão de estética, mas de conservação da frota mesmo", explicou. Atualmente, a Saúde dispõe de 240 veículos. Destes, 20 são ambulâncias gerenciadas pelo Samu e não ficam no pátio.
As grandes distâncias que os motoristas percorrem todos os dias é outro fator que contribui para o sucateamento. Um funcionário garantiu que uma das ambulâncias atingiu a marca de 1 milhão de quilômetros rodados, suficiente para dar 25 voltas ao mundo. De acordo com a Diretoria de Logística, o problema é geral e afeta outras secretarias. O gasto mensal com manutenções e revisões preventivas fica em torno de R$ 40 mil.
Macedo revela que já fez requisição para que os veículos baixados sejam retirados do pátio da Saúde. Segundo ele, no entanto, a responsabilidade em organizar o leilão, uma vez que o conserto é inviável, é da Secretaria de Gestão Pública. O último processo de leilão de carros da Saúde, iniciado em 2006, demorou cerca de dois anos para ser concluído. O diretor de Patrimônio e Bens Municipais da Secretaria Municipal de Gestão Pública, Sebastião Vicente Amâncio, apontou, por outro lado, que a responsabilidade de fazer leilões de bens da Saúde é da própria autarquia. Ele explicou ainda que o Município está com processo de cadastro de leiloeiros aberto e que a Saúde pode participar.


