Pastrana rejeita qualquer tipo de interferência externa
Panamá, 16 (AE-AP) - O presidente colombiano Andrés Pastrana considerou injusta a avaliação de que a Colômbia é uma "ameaça à segurança" regional e ressaltou que não permitirá intervenções estrangeiras nos esforços de seu país para alcançar a paz com os guerrilheiros de esquerda. Ontem (15) à noite, Pastrana destacou a boa relação fronteiriça da Colômbia com o Panamá e disse que este era um exemplo de como os países podem conviver através da cooperação e do respeito aos assuntos internos dos Estados. O presidente da Colômbia participou de um ato no Teatro Nacional desse país para comemorar o 85º aniversário da abertura do canal do Panamá. "Já não são épocas de intervenção, que constitui uma impossibilidade política em nosso continente. São épocas de cooperação entre os novos desafios", afirmou. Pastrana e o presidente da Costa Rica, Miguel A. Rodríguez, foram os convidados mais ilustres das celebrações do último ano de administração do canal pelos Estados Unidos. Seu comentário rejeitando a interferência estangeira aparentemente foi uma resposta as recentes declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que que desejava conversar com os líderes da guerrilha colombiana. "Somos nós, os colombianos, que devemos encontrar nossas próprias fórmulas para o caminho da reconciliação nacional", disse Pastrana. "Jamais aceitarei pressões indevidas, nem intervenções estrangeiras", acrescentou.





