PUERTO LEGUIZAMO, Colômbia, 04 (AE-AP) - O presidente colombiano Andrés Pastrana ratificou nesta quarta-feira (04) o compromisso oficial de combater o tráfico de drogas, e expressou sua confiança em um diálogo de paz com os guerrilheiros.
"A Colômbia padece de duas guerras nitidamente diferenciáveis: a guerra do narcotráfico contra o país e contra o mundo, e a confrontação da guerrilha contra a atual ordem social", disse Pastrana em discurso no povoado de Puerto Leguizamo, 540 quilômetros ao sul de Bogotá, na fronteira com o Equador.
O governo "sabe muito bem que com o narcotráfico não existe nem deve existir entendimento", agregou o presidente, acompanhado pelo general Charles Wilhelm, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, para inaugurar um novo batalhão fluvial da "Armada" para o combate ao narcotráfico. "Com a guerrilha é possível dialogar para construir um terceiro cenário de democracia" na Colômbia, acrescentou Pastrana.
Em seu primeiro ano de governo, Pastrana concentrou a maioria de seus esforços no empreendimento de negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a maior organização guerrilheira do país.
Wilhelm referiu-se aos nexos entre guerrilheiros e narcotraficantes na Colômbia. "Temos os guerrilheiros, que têm uma agenda política, e os narcotraficantes, cuja agenda são as rendas. São duas pessoas diferentes mas que uniram suas empresas de maneira pouco usual e criaram uma rota única para Colômbia, Estados Unidos e todas as nações do hemisfério", disse o general ao ser interrogado por repórteres.
Os guerrilheiros são acusados de proteger os cultivos e laboratórios do narcotráfico em troca de dinheiro.
A Colômbia "não é o vizinho mal de ninguém. A Colômbia é um bom país cuja população é orgulhosa e justa. No fim, a Colômbia prevalescerá" sobre as circunstâncias que a atingem, acrescentou o oficial.

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