Pastrana promete combater violência paramilitar
Bogotá, 24 (AE-AP) - O presidente Andrés Pastrana prometeu hoje acabar com a violência paramilitar que na semana passada deixou dezenas de mortos em zonas rurais do norte da Colômbia.
"Sua caminhada macabra pelas regiões do país, banhando de sangue o solo de nossa pátria, tem de acabar", disse Pastrana, num discurso à noite na assembléia anual dos governadores.
"Para frear seus atos de barbárie, de crueldade e covardia, empregaremos - que não tenham nenhuma dúvida - todo o peso da força legítima do Estado", acrescentou.
As Autodefesas Unidas da Colômbia, o principal grupo paramilitar, haviam anunciado que entre 16 e 20 de fevereiro, durante incursões executadas nos departamentos de Sucre e Bolívar, mataram 47 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Entretanto, a procuradoria garantiu que tratou-se de uma matança cruel de camponeses, que foram degolados ou crivados de balas pelos paramiltares, sob acusação de pertencerem à guerrilha.
Pastrana classificou a matança de "tragédia humanitária" e informou que tropas de infantaria da Marinha, respaldadas pela aviação naval, mataram dois paramilitares e capturaram outros 11.
"Temos que redobrar os esforços e estamos empenhados na captura de seus líderes", afirmou o presidente, num momento em que dirigentes políticos têm pedido a abertura de negociações com os paramilitares.
O assalto paramilitar, que se concentrou em zonas rurais dos municípios de Ovejas e Carmen de Bolívar, forçou a fuga de dezenas de camponeses.
Os prefeitos dessas povoações pediram ajuda em alimentos, remédios e roupas para atender os deslocados pela ação paramilitar.
A violência guerrilheira e paramilitar provocou o deslocamento de 1.9 milhão de colombianos, quase todos camponeses, entre 1985 e 1999, segundo grupos humanitários.





