Buenos Aires, 29 (AE-ANSA) - O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, assegurou que, enquanto estiver no cargo, "não haverá nenhuma intervenção estrangeira" em seu país. Além disso
ele rejeitou a interpretação do governo dos Estados Unidos de que a guerrilha trabalha em favor dos narcotraficantes. Com relação as opiniões do "czar" anti-drogas norte-americano, Barry MacCaffrey, sobre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Pastrana disse que esse grupo e os narcotraficantes "são coisas distintas". "Não existem neste momento evidências de que as FARC sejam narcotraficantes. Eles cobram pedágios dos criminosos, porém, as FARC sempre disseram que têm interesse em erradicar os cultivos ilícitos", acrescentou. Numa entrevista a jornalistas estrangeiros, o presidente colombiano disse ainda que recebeu uma carta de seu colega norte-americano, Bill Clinton, onde diz que "o problema da Colômbia não se resolve com uma intervenção militar, mas sim por via política". "Acredito que esta carta seja taxativa com relação a posição do governo dos Estados Unidos sobre todas as especulações recentes", acrescentou Pastrana. Em Caracas, o chanceler venezuelano, José Vicente Rangel, também se manifestou contrário a qualquer possibilidade de invasão ao país vizinho. Para Rangel, uma ação desse tipo poderia resultar "num desastre para a região". O chanceler disse ontem (27) que "a Colômbia não é um perigo continental como estão tentando colocar. O problema interno desse país seria agravado consideravelmente se fosse invadido. Isso colocaria em grande perigo a paz na região".

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