Bogotá, 31 (AE-ANSA) - Os presidentes da Colômbia, Andrés Pastrana, e de Cuba, Fidel Castro, falaram "estes dias" sobre o processo de paz colombiano, segundo anúncio oficial da chancelaria, que classificou de "excelentes" as relações entre os dois países.
O presidente Pastrana afirmou que também conversou com os presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, da Argentina, Carlos Menem, e do Chile, Eduardo Frei, que igualmente "disseram que estão dispostos a prestar colaboração e a participarem - quando considerarmos necessário - do processo de paz e que de nenhuma maneira estariam dispostos a participar de uma invasão, como alguns meios irresponsáveis tentam mostrar ao mundo".
Pastrana não mencionou que teria tido contato com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mas em um comunicado oficial foi considerada sem fundamento uma versão de sua suposta aliança com guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.(Farc).
Nos meios diplomáticos foi assinalado que no comunicado as relações entre Colômbia e Venezuela foram classificadas de "tradicionalmente amigáveis", embora que com Cuba seriam "excelentes".
E Pastrana afirmou que "existe muita desinformação" e reiterou que "deve ficar claro: durante meu governo não haverá intervenção externa".
Pastrana falou ontem à noite numa entrevista coletiva conjunta com o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández Reyna.
O governo dos Estados Unidos "tem desmentido a possibilidade" de intervir na Colômbia, disse Pastrana, ao explicar que "às vezes acredito que é fantasia dos jornalistas falar de intervenção".
Ele lembrou que, em uma carta enviada há pouco tempo, o presidente Bill Clinton "afirma claramente que a solução dos problemas internos deve ser pela via política, e não militar".
Numa declaração, interpretada como para acabar com as "dúvidas", Pastrana disse que os subsecretários e altos funcionários do governo americano que têm estado em Bogotá, "todos têm reiterado" em suas declarações que não haverá intervenção e têm colocado "como exemplo a questão de Kosovo".
Pastrana comentou que os funcionários do governo de Clinton têm dito em Bogotá que depois do ocorrido em Kosovo "não há o menor perigo de que a sociedade americana esteja disposta a patrocinar ou respaldar uma intervenção estrangeira em qualquer parte do mundo".

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