Bogotá, 07 (AE-AP) - O presidente Andrés Pastrana apresentou hoje (07) aos altos chefes militares sua proposta de convocar um referendo popular a fim de aplicar um golpe na corrupção que infesta a política e os órgãos estatais.
"Expliquei aos generais e almirantes porque estamos convocando o referendo, o que estamos planejando para o novo país e foi muito interessante e produtivo o intercâmbio de idéias", disse Pastrana depois da reunião de duas horas.
O almirante Sergio García, comandante da Marinha, afirmou ao término da reunião que não concorda com uma iniciativa da oposição liberal para rechaçar o referendo e, em seu lugar, convocar uma assembléia nacional constituinte com 30% de participação da guerrilha esquerdista.
"Seria um pecado mortal fazer uma coisa que envolva esses bandoleiros", expressou García, que destacou que a reunião com Pastrana fora apenas informativa.
O presidente insistiu que "o referendo é muito importante porque representa o sentimento do povo colombiano de acabar com a corrupção em todas as esferas do estado. É o pior câncer de que padece o país".
Pastrana está enfrentando a resistência de um setor majoritário no congresso que se opõe à convocação do referendo porque ele implicaria a revogação do mandato dos parlamentares. O setor também alega que a reforma política e as medidas contra a corrupção são insuficientes.
Pastrana disse que a revogação dos mandatos estará nas mãos do povo. "Eu não estou fechando o congresso. Não trata-se de um fujimoraço porque tenho a maioria no congresso. Então, para que vou fechá-lo?", afirmou o presidente.
Ele acrescentou que o congresso não deve rejeitar a convocação do referendo, mas, sim, permitir que os colombianos votem livremente se estão ou não de acordo com as reformas constitucionais propostas.

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