Pastoral teme pela vida de padre
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sexta-feira, 09 de dezembro de 2005
Carlos Mendes <br>Agência Estado 
Belém do Pará- A Comissão Pastoral da Terra (CPT) manifestou ontem preocupação com a segurança do padre Edilberto Sena, que recebeu esta semana o Prêmio José Carlos Castro de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a mesma premiação concedida no ano passado à missionária Dorothy Stang. Dois meses depois ela foi assassinada com seis tiros em Anapu (PA).
A tensão na região é decorrente do avanço da soja em áreas de floresta da região oeste do Pará e as ações violentas de empresários de Mato Grosso, acusados de grilagem de terras públicas contra lideranças de trabalhadores rurais e religiosos paraenses que apóiam a reforma agrária. O coordenador da CPT no Pará, Jax Pinto, disse que o padre ficou muito feliz em receber a premiação, mas ficou preocupado. Ele teria comentado: ''será que depois de três meses os sojeiros de Mato Grosso vão me matar ou vou continuar vivo?''
Segundo Pinto, a preocupação com a vida de Sena é relevante porque os sojeiros representam um poder fortíssimo na região, que é o econômico. A atuação do padre em denunciar pela Rádio Rural de Santarém a grilagem e a expulsão de comunidades inteiras de suas terras colocariam sua vida em perigo.


