Londrina – A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem (CDH) dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Londrina, e a Pastoral Carcerária apuram denúncias de supostos maus-tratos e agressões a presos do 4º Distrito Policial (DP). Representantes dos órgãos visitaram ontem o local.
O distrito foi palco de uma fuga em massa no último final de semana. O prédio foi invadido por homens armados, que renderam dois investigadores e libertaram 63 detentos. A Polícia prendeu cinco dos seis invasores e recuperou as armas roubadas. Apenas 39 detentos haviam sido recapturados até ontem.
E vieram desses presos relatos das supostas agressões. Um representante foi ouvido pelos membros da OAB e Pastoral. "São claras as lesões. Não conseguimos avaliar se os ferimentos foram causados pela violência policial ou pela fuga", afirmou o assessor da Pastoral Carcerária, padre Pedro Edivan dos Santos.
O CDH da OAB promete encaminhar relatório até a próxima semana à Promotoria Pública. O órgão deve solicitar realização de exames de corpo de delito nos detentos. "Confirmam algumas denúncias, mas não podemos afirmar que (as lesões) foram provocadas em virtude da captura ou fuga. Temos que trabalhar com base em provas. Vamos pedir para que o promotor encaminhe os presos ao IML (Instituto Médico Legal) e descubra quais as causas das lesões", explicou a coordenadora do CDH da OAB, Agda Fernanda Pietro Santana."Não sou conivente com nada disso. Rechaço as acusações e garanto que nenhum tipo de agressão ocorreu aqui dentro", enfatizou o delegado do 4º DP, Ernandes Cezar Alves.

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