Curitiba- A Pastoral da Criança atende anualmente cerca de 18% das crianças pobres de todo o Brasil. São 1,7 milhão de crianças com menos de seis anos que são acompanhadas pelas voluntárias da Pastoral em 37,9 mil comunidades. Além das crianças também são atendidas mulheres grávidas (94,1 mil) e famílias carentes (1,3 milhão). Para crescer ainda mais, a coordenadora Zilda Arns pede apoio para políticos, empresários e população em geral. ''Se tivermos apoio, conseguiremos atingir a meta de atender 50% das crianças carentes do Brasil, com redução da mortalidade infantil e da desnutrição'', disse ela, que ontem recebeu uma doação de R$ 265 mil reais da Novartis Genéricos.
No Paraná, são atendidas 195,7 mil crianças carentes com menos de seis anos. O total corresponde a 42% de todas as crianças pobres do Estado em 4,9 mil comunidades. Também são atendidas 158,6 mil famílias e outras 9,7 mil gestantes.
A dona de casa Tanara Pires de Moura, de 22 anos, é uma das mães que leva mensalmente a filha para pesagem e acompanhamento da Pastoral da Criança. Eliane, de apenas quatro meses, está sadia e pesando 5,3 quilos. ''Acho muito importante este trabalho. Até porque sempre somos orientadas pelas voluntárias'', disse ela, em entrevista à Folha.
Jussara Moreira dos Santos, de 26 anos, há cinco anos trabalha com a Pastoral, por onde já passaram João Victor (1 ano e três meses) e Karina (cinco anos). ''É fundamental porque a gente acompanha sempre se a criança está bem. Hoje sei que meus filhos estão ótimos'', disse ela.
Cada criança acompanhada pela Pastoral da Criança tem custado cerca de R$ 1,37 por mês. ''É muito pouco. Temos que aumentar a parceria com as empresas para acabar com os índices alarmantes de mortalidade no Brasil'', disse Zilda Arns. A taxa de mortalidade no Brasil é hoje de 29,6 por mil nascidos vivos. Onde a Pastoral da Criança atua, a taxa caiu para 13,7. No Paraná, a taxa de mortalidade é de 14,33 por mil nascidos vivos.

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