As pastorais da Igreja Católica reuniram cerca de 500 pessoas durante a Vigília pela Paz, realizada ontem no início da noite, em Curitiba. A manifestação aconteceu por causa dos conflitos internacionais, conflitos de terra no Paraná e também contra a privatização da Copel. Entre os participantes, estava o teólogo Frei Betto, que caminhou com os manifestantes da Catedral Basília de Curitiba até a Boca Maldita, carregando uma vela.

De acordo com um dos coordenadores do evento, Jelson Oliveira, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o encontro serviu para destacar as guerras no mundo. ''Acreditamos que é o momento de discutir mudanças, acabar com o etnocentrismo e hegemonia de uma nação'', disse, destacando que os manifestantes também são contrários ao terrorismo.

Durante a manifestação, foi acesa uma vela para as mortes ocorridas no Paraná por causa de conflitos de terra. Jelson Oliveira disse que nos últimos 25 anos morreram dezenas de sem-terra devido à intolerância no campo. Oliveira aproveitou para lançar um livro sobre o assunto ''Raízes, Memorial dos mártires da terra''. Também houve o lançamento do livro ''Agenda Latinoamericana 2002'', com o tema ''As Culturas em Diálogo''.

Os manifestantes acenderam velas também para protestar contra a intenção do governo de vender a Copel. Apesar do cancelamento do leilão, os participantes fizeram um ato de repúdio contra o governo Jaime Lerner (PFL). O governo pretende colocar a empresa à venda ainda este mês.

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