Bruxelas - O julgamento do pastor belgo-húngaro Andras Pandy, 75 anos, acusado de ter assassinado suas duas mulheres, dois filhos e duas filhas do segundo casamento, começou ontem de manhã no Tribunal Criminal de Bruxelas. Sua filha Agnes Pandy, 44 anos, também será julgada. Ela é acusada de participar de cinco dos seis crimes.
Andras e Agnes Pandy se sentaram no início do julgamento a dois metros distância no banco dos réus, com uma policial entre eles. Separados do resto da sala por vidros a prova de balas, os acusados se identificaram em holandês, sem mostrar qualquer emoção em particular.
O tribunal designou em seguida os membros do júri, que será formado por oito mulheres e quatro homens.
Agnes Pandy já confessou os cinco assassinatos do qual é acusada, inclusive o da própria mãe e de um irmão. Declarada culpada, ela também é a principal testemunha da acusação contra seu pai.
Andras Pandy, por sua vez, negou participação nos assassinatos, assim como o estupro de Agnes e duas de suas filhas adotivas, acusações que também pesam sobre ele.
Os corpos dos seis membros da família Pandy, que desapareceram em meados dos anos 80, nunca foram encontrados. Segundo Agnes Pandy, eles foram cortados em vários pedaços e depois desfigurados com ácido por ela e pelo pai.
A sessão da tarde do julgamento vai se concentrar na leitura da ata de acusação de 48 páginas e, talvez, aos primeiros interrogatórios do pastor e de sua filha. O julgamento deve durar cerca de três semanas.

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