Washington - Um ministro protestante afirmou em entrevista ao jornal ‘‘The New York Times’’ que foi seu pai quem assassinou Martin Luther King, há 34 anos, e não James Earl Ray, que foi condenado e morreu na prisão.
‘‘Meu pai foi a figura principal’’, disse o reverendo da Flórida (Sudeste) Ronald Denton Wilson, 61, acrescentando que seu pai, Henry Clay Wilson, que morreu em 1990, liderou um grupo de três conspiradores da morte de King.
‘‘Não foi um fato racista. Ele acreditava que King tinha ligações com o comunismo’’, disse Wilson sobre o pai. ‘‘Sempre dizia que era um ato patriótico. Disse que tinha que salvar o país’’, assinalou Wilson, que, segundo o jornal, não mostrou nenhuma prova do seu depoimento, que foi levado a sério pelo FBI mas ainda não foi investigado a fundo.
Wilson, pastor da Igreja da Nova Aliança em Graham, na Flórida, disse que seu pai anunciou o plano um ano antes de realizá-lo. Afirmou ainda ter assistido a reuniões entre seu pai e os outros dois conspiradores.
O pastor revelou que seu pai conhecia Ray. Disse ter decidido não contar a verdade às autoridades porque ‘‘não ia entregar papai’’. Mas após a morte dele decidiu falar abertamente, por se sentir mais seguro: ‘‘Todos os envolvidos estão mortos (...) Além disso, queria limpar minha alma. Carreguei esse peso durante muito tempo’’.

mockup