Pasta estuda medidas para abrir vagas
Curitiba - De acordo com a Sesp, o trabalho de investigação indicou que muitos dos bandidos detidos na operação continuavam a cometer crimes mesmo tendo mandados de prisão expedidos. "Inclusive um dos presos estava com uma tornozeleira eletrônica. Ele tinha um mandado expedido por roubo e, quando o mandado foi cumprido, estava em posse de outro carro roubado. Ou seja, não sou contra o uso do equipamento, sou a favor, mas para aqueles que cometem crimes menores", afirmou o secretário Fernando Francischini.
O secretário ainda destacou que foi autorizado pelo Governo Estadual a pedir a prorrogação dos contratos dos agentes de cadeia pública feitos por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). "O problema de abrir vaga e de superlotação é do secretário e não da polícia. A função da polícia é tirar bandido da rua, por isso que os índices de criminalidade estão tão altos. Não vai ser fácil resolver o problema, mas vamos tomar as medidas para isso", completou.
Conforme a Sesp, ainda estão disponíveis três mil tornozeleiras eletrônicas, que devem desafogar o sistema com a abertura de novas vagas. Elas serão destinadas a presos que cometeram crimes leves. Sobre a falta de vagas e superlotação nas carceragens, Francischini reforçou que as 20 obras previstas dentro do Departamento de Execução Penal (Depen), sendo 12 novas construções e oito ampliações, deveriam estar bem adiantadas, entretanto, ele espera concluí-las em dois anos.
"O Depen começa hoje (ontem) um estudo para levantar os presos que cometeram crimes menores, talvez até mesmo em delegacias e que possam ficar em prisão domiciliar, aliviando a superlotação das carceragens e abrindo novas vagas no sistema penitenciário", ressaltou. (R.C.J.)





