Passivo atuarial de R$ 5,37 bi é problema mais grave
Rio, 01 (AE) - Os problemas mais graves a serem resolvidos pelo novo presidente da Petros são o passivo atuarial
avaliado em R$ 5,37 bilhões, e um segundo déficit ainda não calculado com exatidão, mas de valor próximo a R$ 3 bilhões. A primeira providência será contratar uma empresa internacional especializada em cálculo atuarial para identificar o valor real do primeiro passivo. Esse passivo decorreu da ausência de aporte de recursos que a estatal deixou de fazer em 1970, quando o fundo foi criado. Na gestão anterior foi negociado um contrato pelo qual a Petrobrás pagará prestações mensais à Petros (hoje de R$ 33 milhões) até o ano 2021. Já há concordância entre as partes de rever e alterrar o contrato.
A idéia é substituir o pagamento das prestações mensais pela emissão de debêntures pela Petrobrás, no mesmo valor que resta a pagar no prazo de 20 anos, operação semelhante à que foi feita entre a CESP (Centrais Elétricas de São Paulo) e seu fundo. A vantagem, diz Flory, é que transformado em uma operação financeira como qualquer outra, o débito pode ser retirado do balanço da Petrobrás e deixa de existir a restrição da SEC (Securities and Exchange Commission) norte-americana para a Petrobrás lançar seus papéis na Bolsa de Nova York.
Quanto ao segundo buraco, que teve origem em operações que resultaram em prejuízos ou benesses exageradas aos participantes sem gerar recursos correspondentes, Carlos Flory pretende resolver, em parte, com a criação de um novo plano de aposentadoria, baseado no princípio de contribuição definida. Mas a solução definitiva só virá depois de concluídos os cálculos do valor do déficit.





