Curitiba- No dia 15 de novembro de 2002, uma excursão com 45 passageiros, que saiu de Londrina para passar o feriado em Guaratuba, no Litoral do Paraná, acabou em tragédia. Cinco pessoas morreram e 36 ficaram feridas. As organizadoras da excursão Benedita Silva de Moraes, 54 anos, e Amélia dos Santos de Oliveira, não tinham registro para trabalhar como guia de turismo junto à Embratur. Mesmo assim, Benedita, que teve a perna quebrada no acidente, atuava como guia há 15 anos. A empresa de ônibus Jataitur, de Jataizinho (21 quilômetros a leste de Londrina) também não tinha autorização da Embratur para fazer viagens intermunicipais.
Na época, o motorista do ônibus Jair Antonio Afonso declarou que o acidente aconteceu porque ''faltou freio'' para segurar o ônibus no final da descida da Serra do Mar. A guia Benedita disse que nunca tinha ouvido falar na empresa Jataitur, mas que confiou no proprietário do veículo. Segundo ela, ele teria dito que o ônibus tinha sido revisado e que estava em condições de viajar.
O proprietário, Antônio Ribas, afirmou que a documentação da empresa está regular, com o seguro obrigatório em dia e vistoria realizada pela Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU). Disse também que o único documento que faltava era a licença para viagens interestaduais, ''mas já estava em processo de regulamentação.''
Dos cinco mortos, quatro moravam no Jardim Maria Lúcia, zona Oeste de Londrina: a diarista Geralda Alves de Souza, de 40 anos, que ia conhecer o mar; a auxiliar de costura Márcia Aparecida Raposo, 31 anos, e sua avó Sirene dos Santos Dias, 75, que iam comemorar o 32º aniversário de casamento de Márcia na praia; e o garoto Gustavo Reis Oliveira, de 9 anos. Maria do Carmo Stock Silva, de 60 anos, foi a quinta vítima. M.G.

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