Com bandeiras e balões com as cores do arco-íris, a capital paulista comemorou ontem o Dia Internacional do Orgulho Gay. O dia, que simboliza o início do movimento homossexual nos Estados Unidos, foi festejado em todo o mundo com passeatas e manifestações. Em São Paulo, 2 mil pessoas participaram do evento na Avenida Paulista.
Luiz Ramirez, coordenador da parada gay e presidente do Grupo Corsa, de São Paulo, conta que a comemoração, que começou a ser planejada em agosto do ano passado, teve apoio de várias casas noturnas frequentadas por homossexuais, como o Massivo e o Mad Queen, e de alguns sindicatos, entre eles o das costureiras e dos bancários.
Rio Para comemorar o Dia Mundial do Orgulho Gay, gays, lésbicas e travestis cariocas fizeram a passeata na Avenida Atlântica, no Rio, reunindo cerca de mil pessoas. Para colorir a festa, os homossexuais levaram uma gigantesca bandeira (de 124 metros de comprimento) com as cores do arco-íris. Os deputados federais Lindbergh Faria (PSTU-RJ) e Fernando Gabeira (PV-RJ) e o deputado estadual Carlos Minc (PT) participaram da passeata.
‘‘Acho fundamental que esse tipo de manifestação ocorra’’, afirmou Minc, que participa todos os anos das passeatas do Dia do Orgulho Gay. ‘‘A liberdade deve ser para todos.’’ A concentração para a passeata, chamada de Marcha Pela Cidadania Plena de Gays e Lésbicas, foi no quiosque gay Rainbow, em frente ao Hotel Copacabana Palace.
Em Brasília, cerca de 200 homossexuais, bem menos do que o previsto, participaram da passeata. O objetivo era reivindicar e lutar contra o preconceito. Os homossexuais querem a aprovação no Congresso do projeto de contrato de união civil entre homossexuais, em tramitação há quatro anos na Câmara, e prometem exigir dos candidatos às eleições o compromisso pela defesa de seus direitos.
‘‘Somos 16 milhões de votos no País e só vamos apoiar o candidato que reconheça nossos direitos’’, disse Marcus Vinícius, presidente do Grupo VIDDA, organizador da manifestação. Segundo ele, cerca de 10% da população mundial é formada por homossexuais, o que em Brasília representaria pelo menos 150 mil pessoas. O início da passeata acabou sendo adiada por causa do pequeno número de pessoas no local de concentração, no Eixo Rodoviário Sul, no Plano Piloto da cidade.
Em agosto, os homossexuais realizarão uma plenária para elaborar o documento ‘‘Reivindicações Dos Direitos Homossexuais Para o Próximo Governo’’ e definir a forma de encaminhá-lo aos candidatos às eleições. Além do direito a bens e herança como resultado de uma união, os homossexuais também querem a inclusão nas escolas de debates sobre o assunto e maior compromisso dos governos na luta contra a discriminação por meio de campanhas de esclarecimento.

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